quarta-feira, 14 de maio de 2008

Há tempos assim!

Caros alunos do 8º A

Há tempos assim. Apetece-nos tudo, menos o essencial. Gostaríamos de deixar de lado as nossas obrigações diárias, que nos dificultam a vida, que nos tornam, à primeira vista, o ambiente num terreno muito árido, onde ninguém se sente bem.

É natural. Acontece com toda a gente. Significa apenas que somos feitos do mesmo “barro” humano que molda todos os humanos e que aprendemos com essa dureza que crescer não é fácil, pois não é. Imagino só se pedíssemos aos nossos pais que desistissem à primeira dificuldade que tiveram, ao primeiro sentimento de frustração e de cansaço! Onde estaríamos hoje? O que seria cada um de nós sem esse exemplo admirável de trabalho, de esforço, de resistência às adversidades?

Tudo isto a propósito das imagens de cansaço que vejo passarem à minha frente e de algumas conversas que temos tido onde vem à baila o habitual” estou farto disto”! É verdade que andamos todos cansados, fruto de muitos testes, de alguma monotonia do dia-a-dia da escola.

Mas já viram o privilégio que temos? Já descobriram a maravilha que é levantarmo-nos e responder ao desafio de estarmos vivos, termos amigos, termos escola, podermos ter acesso ao saber, á partilha, à amizade…

Gostava que fossemos todos capazes de manter vivo o sonho do primeiro dia, do primeiro encontro, do primeiro deslumbramento da nossa vida. Foi bom, não foi? Pois foi. O que sobrou foi o tempo e o querer para prolongarmos até ao limite das nossas forças esse suave milagre que nos marcou a nossa vida.

Há dias muito difíceis. Para todos. Pensem então que o melhor é não cedermos à tentação de aumentarmos essa dificuldade com uma ponta de mau humor, de antipatia ou de indisponibilidade. A melhor solução é contrariá-la, recuperando o sentido da alegria e da festa. Sobretudo porque estarmos juntos é já razão para celebrar.

Quando pensei mostrar-vos o filme “ A vida é bela” foi para vos ajudar a descobrir a chave que lê e altera todos os dias cinzentos e negros da vida: a nossa capacidade de amar os outros e nos torna obrigatoriamente cúmplices da sua felicidade, vestindo a dor ou tragicidade em fantasia e cor . Todos temos o direito a ser felizes, mas todos temos o dever de ajudar os outros a alcançar a felicidade.

Sugiro-vos nestes dias de menor ânimo, uma viagem à arte, à maior delas todas, a música e a deixar-vos inundar por esses sons que removem alguns dos grandes males, para além do tempo. E se a música tiver uma grande letra, então, cantem-na, ou se vos apetecer gritem-na a plenos pulmões.
A propósito, vão a www.imeem.com

Prof. Acúrcio

You Are Loved (Don't Give Up) by Josh Groban

1 comentário:

tomasini disse...

Eu até concordo que o pessoal diga " estou farto disto" porque o pessoa jà tá farta da escola, mas uma coisa k concordo com o stor Acurcio k é ter amigos aproveitar a adolescencia etc eu acrescento mais uma coisa ter felicidade.Porque ser adolescente é ter felicidade!!!! um grande abraço para o stor Acurcio e para o resto da minha linda turma do vosso sempre apaixonado viva a felicidade!!